Ciência e Religião

Postado em Filosofia com categorias, , , , , , às Fevereiro 9, 2008 por fredseifert

Discussão antiga, que continua atual. Deixo minha opinião.

Dizem que ciência e religião podem, no máximo, coexistir, mas, para mim, são complementares, com modos diferentes de atuar. Têm o mesmo valor, e acredito que chegaremos a um ponto em que ambas serão uma uníca coisa, uma única forma de análise e síntese da realidade.

Stephen Jay Gould disse que “a ciência estuda o céu, enquanto a religião é como chegar ao céu”. Ou seja, a ciência se baseia na busca do conhecimento empírico enquanto a religião fica com os campos da ética e da moral.

Não podemos esquecer que toda e qualquer ciência é humana em sua essência. Dizem que a maior descoberta da ciência foi a própria ciência, ou seja, apesar dela ser uma forma de análise da realidade, seu metódo científico é humano. Seus alicerces foram construídos pelo homem, a ciência, assim como tudo, não existe por si só.

O mesmo Jay Gould disse: “a ciência cobre o reino empírico; do que o universo é feito (fato) e como funciona (conceito)”. Vamos partir daí:

[As regras do jogo...]

Muitos cientistas, como Einstein, viam Deus como como a ordem universal. Deus era a soma de tudo, era como tudo funcionava. E é fácil entender por que muitos pensam assim.

Apesar de sabermos muito pouco acerca do universo, sabemos que ele funciona perfeitamente sobre uma linha que beira o absurdo. Na verdade, era muito mais provável que não existisse nada do que existisse alguma coisa. William (ou Guilherme) de Occam em sua teoria, a Navalha de Occam, dizia isso. É mais ou menos assim: o universo segue o caminho mais simples, embora Deus possa escolher o mais difícil de vez em quando.

Não é bem aí que eu quero chegar, não acredito em Deus só por isso e não e a isso que Einstein se refere quando “louva” Deus através da adoração a ordem universal.

O que é importante ressaltar da sua natureza, e o que mais nos fascina e mais intriga todos os cientistas, é a estética matemática. Como tudo no universo consegue ser expressado em termos matemáticos de maneira regular e previsível, com fórmulas e equações. Esse é o Deus de Einstein.

Isso significa o seguinte: a verdade é uma só, assim como deve existir uma única maneira de expressá-la. O que nos foge não é a resposta em si, e, sim, como procurá-la. Não estamos fazendo a pergunta da maneira certa, se a fizermos, teremos a resposta final.

O que eu quero dizer com isso é temos várias respostas, várias equações, que não deixam de ser verdadeiras, mas não são completamente verdadeiras. Vou usar uma metáfora para me fazer entender melhor: quando um homem se interessa por uma mulher e quer saber se esta está envolvida em algum tipo de relacionamento, pergunta: “você é casada?”. Bom, e a mulher responde: “não”. O homem acha então que pode se aproximar, pois não tem nada o impedindo. Mas imagine outro homem, também interessado, e tem a mesma dúvida, mas pergunta: “você está solteira?”. E ela diz: “não, tenho namorado”. Veja que ambas perguntas foram válidas, e suas respostas igualmente verdadeiras, mas que a primeira pergunta apenas abrangiu uma pequena parte da verdade, e não ela toda. É assim que nos encontramos. Apesar da metáfora ser bem fraquinha, acho que deu pra entender.

Deus não muda as regras do jogo depois do jogo já começado, não é como a Rainha de Copas de Alice no País das Maravilhas. A ciência tenta descobrir quais são as regras e o fundamento do universo através do empirismo.

[E a religião?]

O que seria então a religião? Ao meu ver, defino religião como uma forma de conhecer a verdade também. Mas não de forma empírica, mas, sim, de forma espiritual. Descobrir também respostas, mas não exteriormente, mas interiormente. Agradecer pela existência nossa e também das perguntas que a ciência faz. Porque se não fosse por uma força maior, não existiria o que perguntar.

Prefiro deixar claro que também não acredito num deus de forma humana, que criou o homem do barro, etc. Aliás, no meu modo de pensar, vejo a ciência criacionista como uma grande contradição.

Acredito, assim como Einstein, que Deus é a ordem universal, que está em cada coisa e em todos os lugares. Mas para mim ele não é só isso, ele transcende esses limites e essa realidade. Deus é a verdade última, criador das regras do universo e responsável pela existência de tudo. Mas como disse no meu primeiro post, a realidade física é apenas uma projeção do que realmente somos e do que tudo realmente é. As regras de Deus estão também aqui no mundo físico, e muito bem delimitadas, aliás, incrivelmente delimitadas. Cabe a nós fazermos as perguntas certas, tanto exteriormente (mundo físico) quanto interiormente (alma, plano das possibilidades), para descobrirmos a verdade, a resposta que realmente queremos.

[Concluindo meu pensamento...]

A verdade é uma só, mas não se encontra “parada” em apenas um lugar. Assim como um artista visualiza uma obra de arte em um bloco de mármore, o cientista visualiza equações regendo o universo e os religiosos visualizam em Deus a verdade. E por que não juntar essas visões de mundo? Estão todas corretas em certa extensão, a sua união só traria benefícios à humanidade.

Cabe a nós perguntarmos, e a Deus responder. Se fizermos a pergunta da maneira certa, Ele não ocultará a resposta. Aí está Deus, na ordem universal, mas Ele está além disso também. Ele está conosco a cada momento, e essa ordem incrível que nos rege é apenas um reflexo disso.

A ciência e a religião podem ter seus atritos, mas têm a mesma essência. A verdade é uma só. Acredito que ela esteja em Deus e que é através do método científico e da fé religosa combinadas que chegaremos a encontrá-la.

Sociedade

Postado em Filosofia com categorias, , , , , às Janeiro 25, 2008 por fredseifert

[Definição de sociedade...]

“Em Sociologia, uma sociedade é o conjunto de pessoas que compartilham propósitos, gostos, preocupações e costumes, e que interagem entre si constituindo uma comunidade. A sociedade é o objeto de estudo das ciências sociais, especialmente da Sociologia.

Uma sociedade é um grupo de indivíduos que formam um sistema semi-aberto, no qual a maior parte das interações é feita com outros indivíduos pertencentes ao mesmo grupo. Uma sociedade é uma rede de relacionamentos entre pessoas. Uma sociedade é uma comunidade interdependente. O significado geral de sociedade refere-se simplesmente a um grupo de pessoas vivendo juntas numa comunidade organizada.”

Fonte: Wikipedia

[As grades da sociedade...]

Seguindo essa definição, viveríamos em um ambiente em que poderíamos crescer e nos desenvolver indefinidamente, apenas limitados por nosso próprio esforço, já que, para a sociedade que integrássemos, cada um de nós seria igual no sentido de direitos e deveres. Mas não é assim, não é?!

O homem consegue desarticular esse sistema (de crescimento e desenvolvimento individual dependente apenas do próprio trabalho) de várias formas, mas vamos deixar a corrupção de lado, vamos pensar como ele o faz já na própria construção da sociedade e em sua definição.

A própria definição de sociedade diz que ela é um sistema semi-aberto, já que é regida por leis e regras. Caso isso não acontecesse, cairíamos no extremo niilismo, concordam? Mas não é a essa limitação que me refiro. As leias e as regras de uma sociedade se referem à ética. O que é ético, o que é moral e por que nós considerarmos certas atitudes assim, ou não, já é outra discussão.

O que eu quero dizer é que algumas, ou talvez até todas as sociedades, de alguma forma, limitam o crescimento do homem individualmente. Algumas são mais fechadas, não permitem a ascenção social, não dão os mesmo direitos aos cidadãos de sexos diferentes, de religiões diferentes, etnias diferentes (e algumas nem permitem que esses dois últimos fatores, por exemplo, sejam diferentes). É uma maneira um tanto quanto explícita de “prender” o homem. Mas em outras sociedades não percebemos que somos limitados de alguma forma. Temos a impressão que podemos fazer ou ser o que bem quisermos, mas somos limitados por um sistema que nós obriga a ter uma perspectiva de vida única. Por exemplo, na sociedade brasileira, assim como na maioria das sociedades ocidentais, a nossa meta é: estudar - se formar - trabalhar - ganhar o máximo de dinheiro possível - talvez casar-se e construir uma família. A maioria de nós (alguns nem tem condições de sonhar de tal forma) se sente livre e poderoso o suficiente para perseguir esse tipo de sonho, porque essa é a meta que o sistema impõe.

Mas, e se temos sonhos longe dessas metas? Somos realmente livres para perseguí-los? O ser humano realmente se dá a liberdade de ser o que quiser, de se expandir?

[Resumindo...]

O ser humano é plural, é incrível sua capacidade de criar novas culturas, ter novas idéias e ideologias e se dividir em sociedades. Cada sociedade tem uma característica singular que a define e a difere de uma outra. Mas todas possuem um traço em comum: toda sociedade limita o homem individualmente.

Um grupo de homens ao se definir como sociedade, se limita. Constroem uma hierarquia de poder, definem o que podem ser, o que podem pensar, até onde podem chegar. Às vezes não explicitamente, o que nos dá a impressão de que podemos ser o que quisermos.

Ao viver em uma determinada sociedade, podemos pensar que essa sociedade é totalmente livre ao compararmos com as outras. Mas é como se fôssemos pássaros em uma grande gaiola, observando outros pássaros em gaiolas minúsculas. Mas, mesmo assim, presos.

Não sabemos até onde o homem poderia chegar se não se limitasse da maneira como falei. Digo chegar em nível intelectual, espiritual e até mesmo onde sua felicidade alcançaria.

A sociedade, sim, limita o homem.E vocês? O que acham?

Abraços.

Variedades variadas

Postado em Filosofia, Futebol, Música com categorias, , , , , , , , , às Janeiro 19, 2008 por fredseifert

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Bastante tempo desde o último post, mas estou de volta. Espero que todos tenham tido um ótimo final de ano novo e um começo de ano igualmente prazeroso.

Para o primeiro post do ano, vou escrever sobre várias coisas. Nada de muito complexo, prometo!

Eu vi uma imagem muito legal esses dias, mostrando o 56 tipos de geeks (nerds). Para vê-la, é só clicar nesse link aqui: os geeks.

Um pouquinho de música

Uma listinhas (feita por mim) dos três melhores cds dos três últimos anos pra quem gosta de um rock mais atual. Aí embaixo:

  • 2005 - Nickelback - All The Right Reasons (destaques: as conhecidas “Photograph”, “Savin’ Me”, “Far Away, “If Everyone Cared” e “Rockstar”; as ótimas “Animals” e “The Next Contestant”).
  • 2006 - Red Hot Chili Peppers - Stadium Arcadium (destaques: no cd 1, “Dani California, “Snow” e “Especially in Michigan”; no cd 2, “Tell Me Baby”, “She Looks To Me” e “If”).
  • 2007 - Foo Fighters - Echoes, Silence, Patience & Grace (destaques: com certeza, o melhor álbum em muito tempo. Todas as músicas são realmente ótimas. Mas, pra citar algumas, “The Pretender”, “Erase-Replace” e “Stranger Things Have Happened” são as melhores).

Um pouquinho de futebol

[Na Europa...]

  • Na Espanha, o Real Madrid é o simbólico campeão de inverno (1º turno). O time está realmente muito bom, com menos estrelas, mas certamente com muito mais brilho. Robinho tem mostrado um ótimo futebol, mas o destaque brasileiro fica por conta do meio-campo Júlio Baptista, que anda jogando muita, muita bola. O Barcelona, com seus problemas internos (Ronaldinho, Deco, as revelações de Edmilson), vem logo atrás.
  • Na Alemanha, o título do meio do ano ficou com o Bayern de Munique. Seria lógico esse fato visto o atual elenco dos bávaros (Lúcio, Zé Roberto, Altintop, Ribéry, Luca Toni, Klose, Podolski, além da chegada do ex-São Paulo, Breno), mas nem tudo é tão simples assim. O Bayern vem escorregando nas últimas rodadas e terminou empatado em número de pontos com o irregular e mediano Werder Bremen do brasileiro Diego, vencendo apenas no saldo de gols.
  • Na Itália, a Inter continua aumentando sua vantagem em relação aos adversários com vitórias consistentes, mas sem exibir um futebol maravilhoso. A Roma, de Totti, vem logo atrás. O Milan dos brasileiros Dida, Cafu, Serginho, Kaká, Ronaldo (que voltou e teve bela atuação marcando dois gols na goleada de 5×2 contra o Nápoli) e Pato (que estreou nesta mesma goleada e deixou o seu), segue lá embaixo na tabela, mas com 3 jogos a menos. Mesmo assim, se o time rossonero ganhasse esses 9 pontos, ainda ficaria 16 abaixo do líder. Mas, ainda assim vale à pena assistir o futebol do Milan, que agora tem o trio Ronaldo-Kaká-Pato na equipe titular. Veremos como eles se saem no jogo contra a Udinese, já que contra o Nápoli foram muito bem, já que todos marcaram o seu e fizeram uma bela partida.
  • Na Inglaterra, o melhor campeonato europeu disparado atualmente, o Manchester United, equipe que pratica o melhor futebol do mundo hoje em dia, mantém a liderança isolada, empatado em número de pontos com o Arsenal (outro timaço, que conta com o ótimo espanhol Fabregas), mas vencendo no saldo de gols. Destaque para Cristiano Ronaldo, que vem jogando muito, além do velho conhecido no Brasil, Carlitos Tevez e o brasileiro Anderson.
  • Na França, velhas novidades. O Lyon, de Juninho Pernambucano e Fred, está na liderança isolada e caminha sem muitas dificuldades para o hexa.
  • Duelos na Liga dos Campeões (os times marcados com “*” são meus favoritos para avançarem para a próxima fase): Celtic x Barcelona*; Lyon x Manchester Utd.*; Schalke 04 x Porto*; Liverpool x Internazionale*; Roma x Real Madrid*; Arsenal* x Milan; Olympiacos x Chelsea*; Fenerbahçe* x Sevilla.

[No Brasil...]

  • Internacional começou na frente e foi campeão em Dubai, vencendo o Stuttgart e a Internazionale de Milão. Bons jogos, bom futebol, bom time do Colorado.
  • O Vasco também foi à Dubai, mas os resultados foram bem menos animadores. Uma derrota (que poderia ter sido muito pior) para o Hamburgo e uma vitória magra sobre a seleção dos Emirados Árabes. O time está fraco. No primeiro jogo, a equipe foi mal escalada, mas melhorou um pouco no segundo. Vamos esperar o Carioca para melhores análises.
  • O Paulistão começou com destaque para a estréia de Adriano com a camisa do São Paulo, que voltou marcando dois na vitória de virada pro 2×1 sobre o Guaratinguetá. O Corinthians, de Mano Menezes, também ganhou: 3×0 sobre o Guarani, com dois de Finazzi. O Palmeiras, agora de Wanderley Luxemburgo, venceu bem também: 3×1 sobre o Sertãozinho, com dois do estreante Alex Mineiro.

Para terminar

As 10 melhores frases do gênio Albert Einstein:

1. Alguém que nunca cometeu erros nunca tratou de fazer algo novo.

2. A educação é o que sobra depois que gente se esquece do que aprendeu na escola.

3. Ser suficiente artista é ter capacidade de desenhar a imaginação. A imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação envolve ao mundo.

4. O segredo da criatividade é saber esconder suas fontes.

5. O valor de um homem deve medir-se pelo que dá e não pelo que recebe. Não se converta em um homem de sucesso senão num homem de valores.

6. Existem duas maneiras de viver: Pode viver como se nada fosse um milagre, ou viver como se tudo o fosse.

7. Quando examino a mim mesmo e aos meus métodos de pensar, chego à conclusão que o dom da fantasia significa muito mais para mim que qualquer outro talento para pensar positiva e abstractamente.

8. Para ser um membro imaculado de um rebanho de ovelhas, deve-se, antes de tudo, primeiro ser uma ovelha.

9. Deves aprender as regras do jogo. E depois deves jogar melhor que todo mundo.

10. O mais importante de tudo é nunca deixar de se perguntar. A curiosidade tem sua própria razão de existir.

Bom ano a todos!

Abraços.

Futebol

Postado em Filosofia, Futebol com categorias, , , , , , , , às Dezembro 15, 2007 por fredseifert

Antes de começar, deixe eu responder meu amigo David que teve tantas dúvidas sobre meu post anterior! rs

Bom, é verdade, não deixei muito clara a minha opinião. Mas se você ler o texto todo, dá pra ver que eu me liguei muito mais com as idéias idealistas do que com as materialistas. Além disso, nos dois últimos parágrafos eu falei o que eu realmente acho, com poucas palavras, é verdade. Então, vou resumir melhor:

Não acho o mundo físico a verdadeira realidade. A verdadeira essência da realidade não está na manifestação da matéria, discordo completamente da visão materialista a dizer que a única verdade está na exisência da materia e que todos os fenômenos provém das interações desta. Acredito, como já disse, que a “realidade” material é uma projeção grosseira do que realmente somos, assim como na história da caverna de Platão, que eu tenho certeza que você conhece.

O mundo físico existe através do colapso das ondas de probabilidade da nuvem de possibilidades (conjunto de todas as probabilidades, o plano das possibilidades não-manifestadas). Esse colapso quântico (como é chamado na física quântica, só pra usar o formalismo teórico) é feito por ser sencientes, como nós. Uma vez transformada uma possibilidade em um objeto físico, esse passa a existir no plano físico (novamente, não estou sendo dualista, o plano das possibilidades não é um plano propriamente dito, já que não é manifestado). Agora, esse objeto não é permanente, nada é permanente. Não se esqueça que a probabilidade de ele deixar de existir ou se transformar ainda existe na nuvem de possibilidades. E também, se não houver quem colapse as ondas de possibilidade que emanam desse objeto, esse não poderá mais existir.

O mais importante que se tira disso tudo: nada possui identidade intrínseca. Nada existe por si só, nem nossos corpos, nem nosso “eu”. Somos apenas parte de um todo. Temos a possibilidade de nos vermos como um ente separado da consciência (a consiência é una, reune todas as possibilidades, probabilidades e toda a verdadeira realidade) através de uma mente pessoal. Isto ocorre para que possamos explorar certos contextos. Ao deixarmos o plano físico, ou seja, pararmos de causar o colapso das ondas de probabilidade através do nosso corpo físico, temos a possibilidade de enxergar a verdadeira natureza da realidade, dependendo do que vivenciamos e aprendemos em vida. Caso ainda não consigamos essa libertação, essa realização, teremos de vivenciar tudo de novo, explorando os contextos que ficaram pendentes.

Quantos às perguntas que fiz no primeiro parágrafo do meu texto. São perguntas sem resposta, pelo menos para nós, pelo menos por enquanto. Por que tudo é assim? Não sei, não sabemos. Mas é interessante pensar que tudo poderia ser completamente diferente, dependendo das possibilidades que tivéssemos posto em colapso! As outras perguntas (para onde vamos, de onde viemos?) eu já respondi acima.

Agora, isso tudo é minha humilde opinião. Eu posso estar completamente errado, em parte correto, muito correto, mas jamais completamente certo. Uma hora ou outra saberei, não “eu” como Fred Seifert, ou qualquer outro nome, mas saberei de alguma forma. Ou não…

Tudo respondido, David?

ps: quanto à prolixidade, não penso assim. Não expus nada além do necessário, nem fui repetitivo ou fútil. Segui um caminho reto até meu pensamento final, só mostrei alguns conceitos necessários pra me fazer enteder. E os conceitos não são fáceis mesmo, fui o mais resumido possível. Se ainda assim, ficou complicado, desculpe. Tentei ser o mais simples possível.

Agora sim, Futebol

Leandro Amaral

Seguindo o conselho desse meu mesmo amigo, David, vou falar sobre futebol. Admito que provavelmente sei mais de futebol do que qualquer outra coisa… hahaha

Primeiro, sobre o meu Vascão. Infelizmente, o aumentativo, atualmente, é só afetivo. Tá difícil de aguentar as trapalhadas do Vasco, principalmente daquele presidente.

Leandro Amaral está praticamente fora do Vasco. Eurico Miranda se recusou a conversar a renovação com o atacante, aproveitou uma cláusula do contrato que permitia a renovação automática, inscreveu o jogador na CBF e arrumou mais uma briga judicial. Pelo que parece, Leandro deve ir para o Fluminense. Ótimo reforço pro tricolor, terrível perda para o time cruz-maltino.

O meu querido Gigante da Colina fez algumas contratações pra temporada 2008:

  • Ricardo, 24 anos, goleiro do Caxias do Rio Grande do Sul - Não conheço, mas estava sendo bem disputado, por times grandes inclusive, como Grêmio e Cruzeiro. Pelo que fiquei sabendo, foi destaque do campeonato gaúcho desse ano. Espero que resolva o problema de goleiros do Vasco, que sempre foi um time de grandes goleiros. Só pra citar os últimos grandes: Carlos Germano, Hélton e Fábio. Tá, tá, o Fábio hoje em dia não é grandes coisas, mas agarrava muito bem no Vasco.
  • Calisto, 31 anos, lateral esquerdo do Rubin Kaza/Rússia - Nunca ouvi falar, só sei que já jogou pelo Bahia e que o Vasco já tentou contratá-lo várias vezes. Espero que seja útil, ainda mais com a saída de Guilherme. Também espero que jogue muito mais que o Rubens Júnior, o que, convenhamos, não é muito difícil.
  • Abubakar, 19 anos, nigeriano, atacante do Internacional - Novamente, nunca vi jogar. Foi muito elogiado, e dizem que é muito rápido e eficiente. Assim espero, já que o Leandro Amaral está 99% fora do time.
  • Jose Luis Villanueva, 26 anos, chileno, atacante do Ulsan Tigers/Coréia - Bom atacante. Não confundir com o Carlos Villanueva, que realmente é muito bom jogador e está sendo pretendido até pelo Real Madrid. Foi indicação de Conca, outro que vai deixando o clube em 2008. Tá difícil do Vasco conseguir alguma coisa…

O Vasco está apostando na base para a próxima temporada, espero que saia muita gente boa daí.

Contratações à parte, pelo menos na parte de marketing o meu Vascão parece estar melhorando. Já assinou parcerias com a Coca-Cola e o Habib’s e ainda especulam com a Fly Emirates, empresa aérea de Dubai, onde o Vasco vai disputar um campeonato em Janeiro. Mas ainda assim, duvido dessa última parceria.

Meu time também assinou com Alfredo Sampaio, ex-técnico do Madureira, para auxiliar técnico do Romário, agora treinador. Dizem em uma parceria como Dunga e Jorginho, embora eu ache que Alfredo vá ser verdadeiramente o técnico e Romário apenas fachada, propaganda, principalmente para os empresários árabes lá dos Emirados.

Os outros times cariocas, principalmente Flamengo e Fluminense, pelo que parece, estão montando ótimos times. O primeiro, que já tinha um elenco razoável com Bruno, Fábio Luciano, Léo Moura, Juan e Íbson, está tentado (e conseguindo) contratar bons jogadores como Kléberson (ex - Manchester United e Besikitas, campeão do mundo em 2002 com o Brasil), Jônatas (Espanyol), Rodrigo (Ex - São Paulo, atualmente no Dínamo Kiev) e repatriar Renato, atualmente no Al-Nasr, embora essa última contratação seja muito difícil e praticamente impossível para retorno imediato.

Fluminense anda tentando muito, e tentando bem. Pelo menos os jogadores que o tricolor quer são muito bons e dizem haver grande possibilidades deles virem: Radamés Falcão (River Plate), Washington (Ex - Atlético/PR, atualmente no Urawa Reds), Dodô (Ex - Botafogo) e… Conca e Leandro Amaral (coitado do meu Vasco). Ainda falam sobre o Felipe, do Corinthians.

Botafogo contratou até agora Marcelinho (ex - Vasco), Triguinho (Ex - Anderletch/Bélgica), Leandrão (Ex - Ulsan Hyundai/Coréia), Alex Ferrero (Ex - Tigres/Argentina), bom zagueiro, e Zé Carlos (Ex - Cerezo Osaka/Japão), muito bom jogador. Além disso, há muitas especulações, principalmente de fora.

Final do Mundial de Clubes amanhã: Milan x Boca Juniors. Aposto no time argentino. E vocês?

Fico por aqui por hoje!

Abraços.

Começando…

Postado em Filosofia com categorias, , , , , , , às Dezembro 13, 2007 por fredseifert

Bom, nunca fui muito bom em introduções, pelo menos não tanto quanto em conclusões, então vou ser breve. Nesse blog, vou falar sobre tudo: música, futebol, esportes, filosofia e (minhas, obviamente) idéias.

Pra começar, dando um prelúdio do que vocês vão encontrar aqui, vai minha discussão sobre a natureza da realidade.

Realidade

Quantos já pararam pra pensar no que é realidade? Por que as coisas são assim? Por que tudo começou? Por que estamos aqui, para onde vamos, etc. Na verdade, muitos. Mas quantos de nós, simples mortais, desprovidos do título de intelectuais (pelo menos por enquanto), já fizemos essas perguntas, pelo menos a nós mesmos? Mais ainda, quantos de nós achamos uma resposta que satisfizesse pelo menos o nosso próprio ego?

A realidade sempre foi uma questão chave para os humanos. Diversos pensadores tentaram definí-la e exprimir algum significado dessa existência que vivenciamos. A ontologia é a parte da filosofia que discute a realidade, a natureza do ser e as questões metafísicas gerais (pessoalmente, esse ramo é o meu favorito).

[Seguindo por esse caminho...]

Temos o dualismo de Descartes e o monismo de Pitágoras (pelo lado do mundo ocidental), posteriormente surgem outros filósofos monistas como Spinoza e Hegel. O que isso significa?

O dualismo diz que tem como explicação primeira para a vida, o mundo, a realidade, a existência de duas verdades, duas substâncias ou dois planos inconciliáves e incapazes de síntese entre si. Novamente, o que isso significa?

Segundo o dualismo cartesiano, existem duas realidades: a física, vivenciada por nós, proveniente da matéria e suas interações; e a espiritual, não-física, não-material.

O monismo, por sua vez, se opõe a essa idéia defendendo a unidade da realidade, a identidade mente-corpo.

[Partindo desse último conceito...]

Vamos dividir o monismo em duas vertentes: o materialismo e o idealismo.

O materialismo diz que a única coisa que se pode afirmar a existência é a matéria. Tudo é composto por matéria e todos os fenômenos são resultados das interações materiais. A realidade, então, é material. A verdade última é a existência da matéria, tudo deriva dela.

O idealismo é o oposto ideológico do materialismo. Essa doutrina foi mais amplamente defendida por Kant e Hegel, mas sua origem vem de Descartes mesmo, ou até antes mesmo, de Platão (quem não se lembra da história da caverna e das sombras?).

Para tornar o pensamento idealista mais simples, vou sintetizá-lo aqui: o mundo físico é uma mera projeção grosseira do que realmente somos (a matéria é uma manifestação ilusória e imperfeita de idéias intelegíveis e intangíveis), e a realidade só pode ser compreendida através de sua verdade espiritual. Resumindo ainda mais, a verdade última é espiritual, não-física, as formas ideais, com já disse, são intelegíveis e intangíveis.

[Levando essas idéias pra ciência...]

A física mecânica é a base de todas as ciências. Assim, o materialismo tem franca receptividade entre os cientistas em geral. De acordo com 90% deles, a realidade é proveniente, sim, e somente da matéria. Mas será que isso explica fenômenos espirituais e metafísicos que são tão “comuns” no mundo desde sempre?

[A física quântica, a metafísica e minha opinião...]

Para dar uma breve definição da física quântica, esta trata das possibilidades. Antes do mundo físico se manifestar, existe um plano de possibilidades (nuvem de possibilidades) e são os seres sencientes, como os humanos, que colocam essas probabilidades em colapsos e criam a realidade. Isso em linhas gerais, claro, de modo bem leigo.

Vendo dessa forma, vemos que a física quântica seria uma ciência idealista, já que a base da existência e da realidade não está na matéria e, sim, em outro plano. Ainda, se não existissem seres sencientes, esta realidade não existiria, pois não existiria o colapso das probabilidades. Alguém lembra do Princípio Antrópico? (por que o universo é assim? Porque somos assim, caso não o fôssemos, não seria desta maneira)

Ao meu ver, a realidade é proveniente de uma verdade única, não-material, não-física, ou seja, eu seria um monista idealista. A física quântica corrobora essa idéia. Neste momento é bom fazer uma ressalva, muitos consideram a teoria quântica como dualista, algo que eu não faço, pois ela não consiste em dois planos propriamente ditos (o plano das possibilidades e o plano físico) já que um desses planos é não manifestado, ou seja, existe apenas como possibilidade.

Sim, acredito que a matéria é grosseira e uma manifestação imperfeita da verdadeira realidade. Além disso, tudo é impermanente e desprovido de identidade intrínseca. Os seres sencientes produzem a realidade material através do colapso das probabilidades, logo ao deixarmos de ser seres físicos, talvez tenhamos a possibilidade de enxergar a verdadeira realidade.

Queria falar muito mais, mas deixo pra próxima!

Abraços.