Sociedade

[Definição de sociedade...]

“Em Sociologia, uma sociedade é o conjunto de pessoas que compartilham propósitos, gostos, preocupações e costumes, e que interagem entre si constituindo uma comunidade. A sociedade é o objeto de estudo das ciências sociais, especialmente da Sociologia.

Uma sociedade é um grupo de indivíduos que formam um sistema semi-aberto, no qual a maior parte das interações é feita com outros indivíduos pertencentes ao mesmo grupo. Uma sociedade é uma rede de relacionamentos entre pessoas. Uma sociedade é uma comunidade interdependente. O significado geral de sociedade refere-se simplesmente a um grupo de pessoas vivendo juntas numa comunidade organizada.”

Fonte: Wikipedia

[As grades da sociedade...]

Seguindo essa definição, viveríamos em um ambiente em que poderíamos crescer e nos desenvolver indefinidamente, apenas limitados por nosso próprio esforço, já que, para a sociedade que integrássemos, cada um de nós seria igual no sentido de direitos e deveres. Mas não é assim, não é?!

O homem consegue desarticular esse sistema (de crescimento e desenvolvimento individual dependente apenas do próprio trabalho) de várias formas, mas vamos deixar a corrupção de lado, vamos pensar como ele o faz já na própria construção da sociedade e em sua definição.

A própria definição de sociedade diz que ela é um sistema semi-aberto, já que é regida por leis e regras. Caso isso não acontecesse, cairíamos no extremo niilismo, concordam? Mas não é a essa limitação que me refiro. As leias e as regras de uma sociedade se referem à ética. O que é ético, o que é moral e por que nós considerarmos certas atitudes assim, ou não, já é outra discussão.

O que eu quero dizer é que algumas, ou talvez até todas as sociedades, de alguma forma, limitam o crescimento do homem individualmente. Algumas são mais fechadas, não permitem a ascenção social, não dão os mesmo direitos aos cidadãos de sexos diferentes, de religiões diferentes, etnias diferentes (e algumas nem permitem que esses dois últimos fatores, por exemplo, sejam diferentes). É uma maneira um tanto quanto explícita de “prender” o homem. Mas em outras sociedades não percebemos que somos limitados de alguma forma. Temos a impressão que podemos fazer ou ser o que bem quisermos, mas somos limitados por um sistema que nós obriga a ter uma perspectiva de vida única. Por exemplo, na sociedade brasileira, assim como na maioria das sociedades ocidentais, a nossa meta é: estudar - se formar - trabalhar - ganhar o máximo de dinheiro possível - talvez casar-se e construir uma família. A maioria de nós (alguns nem tem condições de sonhar de tal forma) se sente livre e poderoso o suficiente para perseguir esse tipo de sonho, porque essa é a meta que o sistema impõe.

Mas, e se temos sonhos longe dessas metas? Somos realmente livres para perseguí-los? O ser humano realmente se dá a liberdade de ser o que quiser, de se expandir?

[Resumindo...]

O ser humano é plural, é incrível sua capacidade de criar novas culturas, ter novas idéias e ideologias e se dividir em sociedades. Cada sociedade tem uma característica singular que a define e a difere de uma outra. Mas todas possuem um traço em comum: toda sociedade limita o homem individualmente.

Um grupo de homens ao se definir como sociedade, se limita. Constroem uma hierarquia de poder, definem o que podem ser, o que podem pensar, até onde podem chegar. Às vezes não explicitamente, o que nos dá a impressão de que podemos ser o que quisermos.

Ao viver em uma determinada sociedade, podemos pensar que essa sociedade é totalmente livre ao compararmos com as outras. Mas é como se fôssemos pássaros em uma grande gaiola, observando outros pássaros em gaiolas minúsculas. Mas, mesmo assim, presos.

Não sabemos até onde o homem poderia chegar se não se limitasse da maneira como falei. Digo chegar em nível intelectual, espiritual e até mesmo onde sua felicidade alcançaria.

A sociedade, sim, limita o homem.E vocês? O que acham?

Abraços.

10 Respostas to “Sociedade”

  1. Naty Diz:

    Eu demoro mas eu comento, pentelho! rs

    Estou lembrando da nossa conversa da última madrugada. Os homens formam a sociedade, formam suas características e no final se tornam escravos delas. E no final das contas: “O homem é o lobo do homem.”

    A sociedade limita sim. No fim tudo é culpa nossa.

    Te amo, chato!

  2. Rachel Diz:

    a sociedade limita o homem sim…
    a verdade é que a sociedade nos “poda”, nos molda, nos “cria” conforme os costumes, as leis, as tradições…mas acredito que se a sociedade não tivesse esses limites (ou moldes), ela viveria num completo caos. um certo limite é necessário (com bom-senso, é claro).
    outro aspecto que concordo plenamente é o da Naty. “O homem é o lobo do homem”.

    mais uma vez devo dizer que vc escreve muito bem, cunhado!
    parabéééns!

    beijão

  3. De Souza David Diz:

    Fred, demorei mas vim.
    A 2ª frase de Albert, que vc postou, foi excelente.
    O post sobre a sociedade não entendi o “Do autor”, sabe,
    a visão não parece nem um pouco com o Fred Seifert que convivi por 3 anos.
    Porém, posso não ter entendido as entrelinhas do post, ou, quem sabe, as entrelinhas de seu pensamento.
    Odiei a lista de músicas, pq odeio Foo Fighters.

  4. De Souza David Diz:

    Vc melhorou muito, eu já posso dizer a visão do autor, no “Realidade” eu nem pude dizer que alguém tivesse opinado alguma coisa ali.
    Nossa, falando desse modo até parece que o “Realidade” é um livro ou ensaio.
    Fui-me.

  5. Carlosss Diz:

    fred, assim como david, detestei suas músicas.. Foo Fighters só se salva nessa lista por causa da história deles.. principalmente por causa de Everlong :)

    sinceramente, eu achava que esse assunto tinha se esgotado durante as aulas de sociologia hahahahaha
    cuidado com o plágio das aulas…

    discordo. por mais que a sociedade tente, ela não consegue limitar o homem.
    um exemplo bem claro disso está num clássico dos animes: CAVALEIROS DO ZODÍACO. nenhum personagem dessa maravilhosa série exemplifica melhor o homem no controle de seu destino do que o main character: Seiya de Pégaso. mesmo sendo um reles cavaleiro de bronze, seiya está sempre mostrando aos demais que é possível superar tudo e todos.

    agora vamos aos fatos que o tornam senhor de si:
    ~ seiya conseguiu o que todo cavaleiro de bronze sonhou: vestir uma armadura de ouro (vide a primeira saga de CDZ, onde um bando de cavaleiros lutam pela armadura de sagitário, a qual, posteriormente, viria a seiya sempre que o nosso herói estivesse em perigo)
    ~ seiya superou todos aqueles que outrora o inferiorizavam, incluindo cavaleiros de ouro (a elite), juízes do inferno (vide saga de hades) e o próprio deus do mundo inferior, Hades
    ~ ah, vale lembrar que ele SEMPRE vence, mesmo perdendo todos os seus sentidos.
    ~ aliás, sentidos não faltam a seiya. ele, junto a seus amigos não tão importantes assim, despertou não o 6º nem o 7º sentido, mas o OITAVO SENTIDO conseguindo, assim, chegar ao mundo de Hades VIVO, algo que muitos acreditavam que apenas Shaka de Virgem, por ser o cavaleiro mais perto de deus, seria capaz.

    nada mau para um cavaleiro de BRONZE.

    fred, acho que você se esqueceu de dizer a seiya que ele tem limites. esqueceu de lhe dizer que “o conjunto de pessoas que compartilham propósitos, gostos, preocupações e costumes, e que interagem entre si constituindo uma comunidade” o limita. meu querido, sinto lhe dizer, mas com esse tipo de visão limitada a respeito de MUNDO, você está demitido. pode se retirar desse blog.

    espero que me entenda,
    beijinhos
    calinhos - bonde dos cheiradores gatinhos
    play$$onn life$tyle forévá

  6. fredseifert Diz:

    Huum… Bom, primeiro sobre sua comparação: CDZ é um ótimo desenho, mas usá-lo como metáfora da sociedade é completamente vão.

    Entenda meu pensamento: o homem, se não fosse pelos limites que a sociedade impõe, poderia se expandir muito mais, naqueles sentidos que falei. Até quem está no “topo” da sociedade, poderia ir mais longe. Isso porque esse “topo” é imposto pela própria sociedade.

    Veja o seguinte, utilizando a sua própria metáfora, mesmo que eu não a considere apropriada: os cavaleiros seguem a hierarqui bronze, prata e ouro. Seya é um cavaleiro de bronze, o equivalente a um cidadão comum. Ele chega a usar a armadura de ouro, sim. Mas isso em nossa sociedade também é possível, embora difícil devido a uma manipulação perversa de poder. Essa mudança de armadura, de bronze pra ouro, seria o equivalente a ascenção social. Mas não é a isso que me refiro. Não é a dificuldade de ascenção, mas as limitações que envolvem, ou seja, até onde podemos ascender?

    Resumindo: o Seya, ou qualquer cavaleiro de bronze, poderia, sim, crescer, mas dentro de um limite máximo, imposto por uma hierarquia, nesse caso, a armadura de ouro. Mas será que o Seya não é mais poderoso ainda que isso? Será que o Seya não tem poder pra usar algo além da armadura de ouro? Talvez tenha, talvez não. Mas ele não poderia usar nada além disso, porque a armadura de ouro é o que consideramos o máximo, e aí que começamos a nos limitar.

    Que o ser humano tem limites, é óbvio. Mas será que são esses que a sociedade impõe? Ou será que somos muito além disso, e a sociedade nos bloqueia? É sobre esse limite que eu falo…

    Abraço, Carlos.

  7. Carlosss Diz:

    se você ao menos soubesse um pouco mais de cdz, saberia que sua resposta à minha resposta foi um erro grave…
    seiya já usou algo além da armadura de ouro. a armadura final de pégaso é uma coisa linda de se ver e com certeza melhor que as de ouro. mas não pense que ao alcançar o ‘topo’ sua vontade de crescer morrerá, nãoooo… muito pelo contrário, afinal, é de seiya que estamos falando, um verdadeiro cavaleiro de athena. para seiya, o topo não existe… foda-se a sociedade =D

    agora, falando sério:
    ahhh vá pra $*$&@! você não vai querer discutir com um cara que fez uma bosta de comparação com cdz, vai? hahahahah

    enfim… sim, eu entendi o que você quis dizer e que acabou resumindo nas três primeiras frases do último parágrafo. mas sabe, isso é muita masturbação mental… quem sabe o quão longe poderíamos ir se não houvesse essa idéia de que há e sempre haverá um máximo? será que iríamos além disso? até hoje não conheci ninguém nem nenhum tipo de droga que me permitisse saber como tudo seria se X ou Y fossem diferentes.. então: sei lá porra!

    agora, falando sobre o blog: tá bem melhor! pelo menos esse post deu pra entender direito sem eu ter que apelar pra nenhum tipo de entorpecente ;D

  8. Daniela Diz:

    Gostei do que li.
    Você se expressou muito bem. Adorei a explicação para o seu amigo.
    Em minha modéstia opnião, a sociedade limita o homem sim.
    E além de limitá-lo, ela também se torna um sonho, já que todas querem chegar ao topo da sociedade; seja em qualquer um dos teus sentidos.
    Mas eu gostaria de deixar uma pergunta também: ” Como seria a vida do homem sem a limitação da sociedade?”
    Espero que você Fred Seifert possa responder ( quem sabe até com um novo post ), ou talvez até uma das próximas pessoas que postarem suas opniões aqui.
    Parabéns, suas idéias são esclarecedoras e bem promissoras.
    Beijos.

  9. danysaldanha Diz:

    Oie.
    Eu sou esta Daniela ali de cima.
    Gostei tanto do seu blog e resolvi criar um para mim também.
    Se você poder dar uma olhadinha no meu e fazer um comentário agradeço.
    Beijos.

  10. Elias, o Mestre Diz:

    Soube da resposta de Alexandre e vim ver.
    Alexandre, usar de CDZ, que foi uma sociedade idealizada por um homem,
    q segundo Frederico faz parte da limitação da sociedade real,
    que de novo essa segundo Frederico é idealizada a fim de impor limitações, foi muito bom.

    Mas Frederico respondeu bem.
    O fraco Saint Seiya (que é um personagem menor e inferior a cavaleiros poucos aproveitados como Shun e Ikki) não só era limitado por sua incapacidade em ser um personagem minimamente interessante,
    como também o único sonho dele era proteger Saori Kido.
    Seiya achava, como muitos na sociedade real, que só servia pra servir a alguém que o fizeram acreditar que fosse superior a ele (uma deusa).
    Seiya sem dúvidas segue o comportamento que Frederico reletou.

    A ele impuseram um máximo e ele só visou em todas as temporadas cumpri-lo. Seiya era tão limitado pela sociedade que até seus sonhos de superação eram ditados pela sociedade em que vivia.
    Um cavaleiro de bronze se superasse chegaria ao 6º, ou 7º sentidos. Podendo conseguir uma armadura dourada, pq duvido que aquela armadura fosse de ouro maciço.
    Então, Frederico tem razão, mesmo num mundo idealizado o Leviatã social conseguiu impedir um homem de ir além.

    P.S: Alexandre, ir ao mundo do além e não se encaixa em “ir além”.

Deixe um comentário